Voltar para o blog
Mercado de Energia4 min de leitura

Planejamento orçamentário municipal: Como prefeituras podem otimizar gastos com energia para 2027

blogadmin
Gestor público analisando planilha orçamentária em gabinete municipal com prédio da prefeitura ao fundo

No encerramento do terceiro trimestre, as administrações públicas municipais iniciam um dos exercícios operacionais e estratégicos mais críticos da gestão pública: a consolidação do planejamento orçamentário para o exercício seguinte. Diante do rigor fiscal imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e da necessidade contínua de otimização de recursos para investimentos em saúde, educação e infraestrutura, a revisão das despesas continuadas torna-se prioridade para Prefeitos, Secretários de Finanças e Controladores internos.

Dentre os custos fixos operacionais de uma prefeitura, o consumo de energia elétrica de grandes prédios públicos, hospitais municipais, estações de tratamento e escolas de grande porte representa uma parcela significativa do orçamento corrente. Historicamente encarada como uma tarifa rígida e inegociável, a conta de luz dos edifícios do Grupo A (alta e média tensão) passa a responder a uma nova realidade regulatória e de contratação pública, viabilizando economias estruturais que podem chegar a 30% do custo histórico.


O papel do Estudo Técnico Preliminar (ETP) na contratação de energia sob a Lei nº 14.133/2021

A consolidação da nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei nº 14.133/2021) trouxe modernização e flexibilidade para as aquisições públicas, colocando o Estudo Técnico Preliminar (ETP) como peça central para o planejamento de contratações eficientes. No contexto do suprimento energético municipal, o ETP é a ferramenta idônea para mapear o perfil de consumo da administração direta e indireta e demonstrar a viabilidade técnica e econômica da transição do mercado regulado para a contratação no ambiente competitivo.

Através de uma análise detalhada da curva de carga dos prédios públicos do Grupo A, o ETP fundamenta a tomada de decisão da Controladoria e dos Gestores Públicos por meio de requisitos essenciais:

  • Mapeamento de Demanda Contratada: Diagnóstico técnico das faturas dos edifícios para identificar sobrecontratação de potência e penalidades por excedente tarifário;
  • Análise Comparativa de Cenários: Demonstração matemática da economicidade entre a tarifa estipulada pela concessionária local (sujeita a reajustes e bandeiras tarifárias) e as cotações fixadas no mercado de energia limpa;
  • Segurança Jurídica e Normativa: Adequação dos editais às diretrizes dos Tribunais de Contas estaduais e municipais, garantindo um processo licitatório transparente e plenamente auditável.

Otimização de Custos Fixos e Proteção Orçamentária no Planejamento para 2027

Diferente do mercado cativo, no qual o município fica exposto a reajustes tarifários anuais e à volatilidade imprevisível das bandeiras (amarela, vermelha ou escassez hídrica), a atuação no ambiente competitivo de negociação assegura previsibilidade orçamentária absoluta durante todo o período contratual.

Para a Secretaria de Finanças, essa previsibilidade se traduz em:

  1. Aumento da Margem de Investimento: A redução recorrente de até 30% nos gastos com energia libera teto orçamentário para aplicação direta em demandas prioritárias da população;
  2. Proteção Contra Volatilidade Tarifária: Contratos com preços e reajustes pré-definidos eliminam o risco de suplementações orçamentárias de emergência no decorrer do ano financeiro;
  3. Sustentabilidade e Indicadores ESG Públicos: Transição dos prédios municipais para matrizes de energia 100% renovável, alinhando o município aos compromissos globais de descarbonização e transparência governamental.

Governança, Tecnologia e Acreditação de Mercado

A contratação pública de soluções complexas exige o respaldo de parceiros que combinem conhecimento regulatório avançado, tecnologia de gestão contínua e sólida governança corporativa. A modernização do ecossistema de gestão e cotação de energia da UC Livre conta com a retaguarda institucional e validação técnica das maiores referências em inovação, investimento e fomento industrial do país, incluindo o inovabra (Bradesco), a ACE Ventures e o BANDES (Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo).

Essa rede de acionistas e parceiros estratégicos assegura às prefeituras e órgãos públicos uma governança sólida, algoritmos de inteligência tarifária de alta precisão e total conformidade técnica durante a elaboração do ETP e a condução das etapas de transição energética.

Etapa de Gestão Atuação Tradicional (Mercado Cativo) Gestão Estratégica UC Livre (Lei 14.133/21)
Previsibilidade Financeira Baixa (sujeita a reajustes e bandeiras tarifárias) Alta (preços negociados e orçamento fixado para 2027)
Economicidade Pagamento das tarifas cheias da distribuidora local Redução de até 30% nos custos do Grupo A
Segurança Jurídica Adesão passiva a contratos de adesão monopólicos ETP estruturado em total conformidade com a Lei 14.133

Inicie o Planejamento de 2027 com um Estudo de Viabilidade Sem Custo

Para incluir a otimização energética na elaboração da lei orçamentária do próximo exercício, o primeiro passo é a realização de um Diagnóstico de Viabilidade Técnica e Econômica dos prédios do município.

A equipe de especialistas em gestão pública da UC Livre realiza a consolidação das faturas do Grupo A e entrega o relatório técnico de suporte ao ETP sem qualquer ônus para a administração municipal. Garanta previsibilidade e eficiência fiscal para o orçamento do seu município.